Mulher morre após cair do sétimo andar e suspeito é encontrado nu em banheiro em SC

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Daisy Ferreira Maiesck, de 34 anos, morreu após cair do sétimo andar de um prédio no Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada deste sábado (3). Natural de Porto Alegre (RS), ela chegou a ser resgatada com sinais vitais, mas não resistiu.

A ocorrência foi registrada como homicídio doloso consumado. As circunstâncias da queda, no entanto, ainda são investigadas. Um homem de 28 anos que estava no apartamento foi preso em flagrante por desacato e é investigado pelo que ocorreu antes da morte de Daisy.

Segundo a Polícia Militar (PM), os agentes foram acionados por volta das 3h, após uma denúncia de possível tentativa de homicídio. O chamado informava que uma mulher teria sido jogada no fosso de ar do prédio e que um homem gritava por ajuda, aparentemente preso dentro do apartamento.

No local, duas testemunhas disseram ter ouvido uma conversa que consideraram estranha entre um homem e uma mulher, seguida de gritos e de um forte barulho. Uma delas relatou ter ouvido a vítima gritar antes da queda e, depois, visto o homem na janela do banheiro, pedindo que a porta fosse aberta.

Ao entrar no apartamento, os policiais encontraram o homem trancado no banheiro. Como a porta não tinha maçaneta que permitisse abri-la pelo lado de fora, os agentes precisaram arrombá-la diante da situação de emergência.

Conforme a PM, ele estava molhado, sem roupas e não apresentava lesões aparentes. Seu comportamento alternava momentos de aparente lucidez com episódios de agitação e agressividade.

Relatos sobre a queda

De acordo com o registro policial, o homem apresentou diferentes relatos sobre o ocorrido. Inicialmente, afirmou que Daisy teria pulado pela janela. Ao perceber que estava sendo filmado pelos agentes, disse que não prestaria declarações.

Em outro momento, contou que conhecia a vítima havia aproximadamente dez meses, por meio de uma plataforma de acompanhantes, e que frequentava o apartamento como cliente.

Segundo sua versão, os dois consumiram uísque, bebida energética e maconha antes de entrarem no banheiro, onde teriam ficado presos por não conseguirem abrir a porta. Ele afirmou que ouviu um barulho e, em seguida, percebeu que Daisy havia caído pela janela.

O homem disse ainda que tentou pedir ajuda aos vizinhos e que estava embriagado, condição que, segundo ele, dificultou sua compreensão do que acontecia. Esses relatos integram a investigação e não esclarecem, por si só, as circunstâncias da queda.

Resgate e investigação

Daisy foi localizada no fosso do prédio ainda com sinais vitais. A dificuldade de acesso exigiu uma operação do Corpo de Bombeiros Militar para retirá-la.

Após o resgate, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e dos bombeiros realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar por um período prolongado, mas não conseguiram reverter o quadro.

A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para os procedimentos de investigação, preservação e documentação do local. O corpo foi encaminhado para remoção.

Prisão por desacato e apreensões

Segundo a PM, enquanto os agentes registravam as condições do apartamento, o homem passou a ofendê-los. Ele recebeu voz de prisão por desacato e foi conduzido à unidade policial.

A corporação informou que utilizou algemas devido à agitação e à possibilidade de resistência, além do risco à integridade do próprio homem, dos policiais e de outras pessoas.

No apartamento, foram apreendidos aproximadamente 7,5 gramas de uma substância semelhante à maconha e 1,2 grama de uma substância semelhante ao haxixe. Os celulares do homem e da vítima também foram recolhidos para auxiliar nas investigações.


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