O Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram a informação publicada pelo site Cláudio Dantas sobre uma suposta operação de busca e apreensão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
A reportagem afirmava que a PGR teria rejeitado uma iniciativa atribuída ao ministro Alexandre de Moraes para a realização das buscas. As negativas oficiais contestam a existência do pedido e da operação nos termos divulgados.
Em nota, a PF classificou a informação como falsa e afirmou que não apresentou à Justiça a solicitação descrita na reportagem. A corporação também negou que uma operação dessa natureza estivesse programada para 22 de outubro.
A Polícia Federal declarou atuar com imparcialidade, rigor técnico e responsabilidade, destacando seu compromisso com a transparência e a comunicação responsável durante o período eleitoral.
O STF também classificou a publicação como falsa. Segundo o tribunal, não houve pedido da PF para a expedição ou o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados a Flávio Bolsonaro.
A PGR não encaminhou nota escrita, mas sua assessoria informou que o relato não procede.
Apesar das contestações, o site Cláudio Dantas manteve a informação original. Em manifestação editorial, o veículo registrou as negativas e reafirmou seu compromisso com a apuração, invocando a liberdade de imprensa e a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
Permanece, portanto, uma divergência entre o relato sustentado pelo veículo e as manifestações dos três órgãos. O material apresentado não contém documentos que permitam confirmar, de forma independente, a existência do pedido ou da operação mencionados.