BANDIDOS e MOCINHOS: Saiba como cada deputado e senador votou no relatório da CPMI

    18/10/2023 20h18 - Atualizado em 18/10/2023 às 20h18
    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro aprovou nesta quarta-feira (18) o relatório da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) (foto) que, entre outros pontos, pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras 60 pessoas. O documento recebeu 20 votos favoráveis e 11 contrários. Apenas o presidente da CPMI, o deputado Arthur Maia (União-BA), não votou.

    Votaram “sim” pela aprovação do relatório

    senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB)
    senador Marcelo Castro (MDB-PI)
    senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)
    deputado Fernando Dueire (MDB-PE)
    deputado Duarte Jr (PSB-MA)
    deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
    deputada Duda Salabert (PDT-MG)
    deputado Paulo Magalhães (PSD-BA)
    deputado Rafael Brito (MDB-AL)
    deputada Laura Carneiro (PSD-RJ)
    deputado Rubens Pereira Jr (PT-MA)
    deputado Rogerio Correia (PT-MG)
    deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ)
    deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
    senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
    senador Omar Aziz (PSD-AM)
    senador Otto Alencar (PSD-BA)
    senador Fabiano Contarato (PT-ES)
    senador Rogério Carvalho (PT-SE)
    senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA)

    Votaram “não” pela aprovacão do relatório

    senador Marcos Rogério (PL-RO)
    senador Izalci Lucas (PSDB-DF)
    senadorEduardo Girão (Novo-CE)
    senador Magno Malta (PL-ES)
    senador Esperidião Amin (PP-SC)
    senadora Damares Alves (Republicanos-DF)
    deputado Rodrigo Valadares (União-SE)
    deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA)
    deputado André Fernandes (PL-CE)
    deputado Delegado Ramagem (PL-RJ)
    deputado Filipe Barros (PL-PR), deputado

    A aprovação do relatório representa uma vitória para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que incialmente era contrário à instalação da CPMI. A lista de pedido de indiciamentos blindou nomes do governo petista e incluiu auxiliares diretos do ex-presidente Bolsonaro, como ex-ministros, parlamentares, militares e empresários.

    Estão nela o tenente-coronel Mauro Cid, os generais e ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e os ex-comandantes da Marinha Almir Garnier Santos e do Exército Marco Antônio Freire Gomes, além da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

    No relatório, Eliziane afirma que os atos do 8 de janeiro foram resultado da “omissão do Exército” diante dos acampamentos golpistas e da “ambiguidade” de notas oficiais das Forças Armadas, que acabaram servindo de estímulo a quem atacava a democracia.

    “O 8 de janeiro é obra do que chamamos de bolsonarismo. Diferentemente do que defendem os bolsonaristas, o 8 de janeiro não foi um movimento espontâneo ou desorganizado; foi uma mobilização idealizada, planejada e preparada com antecedência. Os executores foram insuflados e arregimentados por instigadores que definiram de forma coordenada datas, percurso e estratégia de enfrentamento e ocupação dos espaços”, disse Eliziane Gama em seu relatório.

    Como noticiamos, caberá ao próximo Procurador-Geral da República (PGR), que será indicado por Lula, dar andamento às denúncias apresentadas. Além da Procuradoria-Geral da República, o parecer da CPMI será enviado para diversos outros órgãos que avaliam e decidem pela apresentação de denúncias baseadas nele.

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