Bolsonaro na UTI: até onde Alexandre de Moraes pretende levar essa perseguição?

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A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (13), em Brasília, reacende um alerta grave sobre as condições a que ele vem sendo submetido desde que foi encarcerado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

 

Bolsonaro foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. Exames laboratoriais e de imagem confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa — uma condição grave que exige acompanhamento médico intensivo.

 

Para muitos observadores, o episódio levanta novamente questionamentos sobre o tratamento imposto ao ex-presidente dentro do sistema carcerário, sob a supervisão direta do STF e, particularmente, de Alexandre de Moraes, relator dos processos contra Bolsonaro.

 

Aliados e críticos do atual sistema judicial afirmam que o ex-presidente vem sendo submetido a um regime de pressão constante, que estaria agravando problemas de saúde já conhecidos. Bolsonaro convive há anos com complicações digestivas decorrentes do atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral.

 

Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro informou nas redes sociais que o pai passou mal ainda pela manhã, apresentando episódios intensos de vômito e calafrios. “Acabei de receber a notícia de que meu pai acordou passando muito mal. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu.

 

Segundo relatos iniciais, o mal-estar começou ainda durante a madrugada e se agravou com queda significativa nos níveis de oxigênio no sangue, o que levou à decisão de transferi-lo imediatamente para atendimento hospitalar.

 

Em conversa com a imprensa, o médico Brasil Caiado afirmou que esta é a pneumonia mais severa já enfrentada por Bolsonaro. Ele também explicou que o quadro está relacionado à esofagite crônica que o ex-presidente possui.

 

“Ele faz uso de sete comprimidos por dia exclusivamente para o trato digestivo”, afirmou o médico, acrescentando que não há previsão de alta neste momento.

 

Bolsonaro permanece internado na UTI, sob monitoramento médico constante, acompanhado pela esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

O boletim médico foi assinado pelos médicos Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, coordenador da UTI geral, e Allisson B. Barcelos Borges, diretor-geral do hospital.

 

Para aliados do ex-presidente, o episódio reforça uma denúncia recorrente: a de que Bolsonaro estaria sendo submetido a uma perseguição judicial sem precedentes, conduzida pelo Supremo Tribunal Federal e especialmente por Alexandre de Moraes, em um ambiente que, segundo críticos, ultrapassa os limites da justiça e assume contornos de perseguição política aberta.

 

Bolsonaro está preso no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde janeiro deste ano, após condenação relacionada aos eventos investigados como tentativa de golpe de Estado.

 

Enquanto isso, sua internação em estado delicado reacende um debate nacional: até que ponto o sistema judicial brasileiro está disposto a levar essa escalada de confrontos políticos — mesmo diante de riscos evidentes à saúde de um ex-presidente da República

 


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