Outdoor da Lama: quando a velha política reaparece em Brusque para tentar ganhar no grito o que não conquista no voto

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Mal começou o ano eleitoral e, lamentavelmente, Brusque já volta a assistir ao velho roteiro da política rasteira: ataques orquestrados, tentativas de desconstrução de adversários e movimentações claramente espúrias, típicas de quem não tem proposta e aposta no desgaste alheio como estratégia.

Não se discute aqui o fato em si — cuja origem remonta a 2003 — e muito menos se ignora o prejuízo que hoje recai sobre o cidadão brusquense, que, mais uma vez, paga a conta de erros do passado. Isso é grave, é lamentável e merece ser tratado com responsabilidade. O ponto central, no entanto, é outro: por que esse tema ressurge agora, justamente em ano eleitoral, com destaque midiático e exposição em outdoor?

A resposta parece óbvia.

A frase estampada — “R$ 16 milhões é o preço que o brusquense vai pagar pelas irresponsabilidades da gestão do ex-prefeito Ciro Roza e vice Dagomar Carneiro. E vem mais por aí...” — não tem caráter informativo. Trata-se de peça claramente política, com objetivo direto de influenciar percepção pública, reacender narrativas e, sobretudo, desgastar nomes específicos.

E aqui reside a questão mais preocupante: quem está financiando essa campanha?

Porque não se trata de um cidadão comum exercendo livre manifestação. Há custo, há estrutura, há estratégia. E, em se tratando de espaço público concessionado, há também responsabilidade sobre quem autoriza e quem paga.

Mais grave ainda: cresce a percepção de que mandatários atuais podem estar, direta ou indiretamente, envolvidos nesse tipo de ação. Se isso se confirmar, estaríamos diante de um cenário ainda mais alarmante — o uso de estruturas, influência ou até recursos para fins de perseguição política disfarçada de “informação”.

O cidadão brusquense merece respostas.
Merece transparência.
E, acima de tudo, merece respeito.

Porque a política não pode continuar sendo esse campo de guerra suja, onde se ressuscitam fatos conforme a conveniência eleitoral, enquanto os problemas reais da cidade seguem à espera de soluções.

Se há responsabilidade no passado, que seja tratada pela Justiça — como já foi.
Mas usar isso como instrumento eleitoral, em pleno 2026, levanta uma pergunta inevitável: quem lucra com esse tipo de ataque — e a que custo para a democracia local?


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