Derrotado. Desmascarado e Derretendo: Lula Mostra que ‘Democracia’ Era Só Discurso

Por Fábio Roberto de Souza

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Lula coleciona mais uma derrota política — a segunda em menos de 24 horas — com a derrubada de seu veto ao PL da Dosimetria. O mesmo Lula que se elegeu pela terceira vez vendendo a fantasia de “defensor da democracia” e “pacificador do país” mostra, na prática, que seu compromisso nunca foi com equilíbrio institucional, mas com controle, conveniência e revanche.

Teve nas mãos a oportunidade de sancionar a lei meses atrás. Não perderia um único voto do seu eleitorado cativo — aquele que aplaude qualquer movimento, por mais contraditório que seja. Poderia, inclusive, ter sinalizado um mínimo de independência em relação ao STF de Alexandre de Moraes e desarmado parte da tensão política. Mas não. Optou pelo caminho previsível: o da mesquinhez política e da vingança travestida de governabilidade.

Um estadista enxerga além do próprio umbigo. Age com grandeza, mesmo diante de adversários. Já um líder pequeno — e Lula vem demonstrando isso reiteradamente — reage com o fígado, com ressentimento e com obsessão por controle. Não se trata de estratégia. Trata-se de natureza.

Agora, acuado e emparedado por derrotas sucessivas, o presidente dá sinais claros de que dobrará a aposta. Nos bastidores, já se ventila o uso da máquina pública como instrumento de pressão — seja com rearranjos ministeriais, seja com o fortalecimento de estruturas que permitam ampliar o cerco político contra adversários. A lógica é simples: perdeu no voto, tenta compensar no aparato.

Enquanto isso, sua base parte para o ataque. Parlamentares e figuras da esquerda voltam ao velho script: deslegitimar o Congresso, inflamar militância, criar inimigos imaginários e jogar a população contra as instituições que não se dobram. O discurso de “Congresso inimigo do povo” não é acidente — é método. É a tentativa deliberada de substituir o debate democrático pela pressão emocional das massas.

Mas há um problema: a realidade insiste em aparecer. E ela é implacável.

Cada derrota escancara o que o discurso tenta esconder. Mostra que o projeto de poder não é sobre democracia, mas sobre hegemonia. Não é sobre diálogo, mas sobre submissão. Não é sobre governar para todos, mas sobre impor uma visão única, custe o que custar.

No fim, a política tem dessas ironias inevitáveis: o poder revela o caráter, mas é a derrota que expõe a essência.

E a pergunta que fica é simples — e desconfortável para muitos: do que, afinal, é feita essa esquerda quando contrariada?

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Fábio Roberto de Souza é jornalista, atuando como colunista e articulista do BN Brasil e colaborando com diversos veículos de comunicação. Desenvolve análises e conteúdos voltados à política, economia, educação, direitos do consumidor e temas institucionais, com foco na informação responsável, no debate público qualificado e na defesa do interesse coletivo - instagram: @fabiorobertodesouzas


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