Nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, o mundo relembra os 81 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, data eternizada na história como o “Dia da Vitória” — o momento em que a Alemanha nazista assinou sua rendição incondicional, encerrando oficialmente um dos capítulos mais sombrios e sangrentos da humanidade no continente europeu.
O chamado VE Day (Victory in Europe Day) não representa apenas uma vitória militar. Representa o triunfo da liberdade sobre a tirania, da democracia contra o totalitarismo, da esperança contra o horror promovido pelo nazismo.
Milhões de vidas foram destruídas pela guerra. Povos inteiros sofreram sob regimes autoritários que espalharam perseguição, violência, fome e morte em escala industrial. O preço da liberdade foi altíssimo. E justamente por isso esta data jamais pode ser esquecida.
Para o Brasil, o 8 de maio possui um significado ainda mais profundo e emocional. É também o dia de reverenciar os nossos valorosos expedicionários da Força Expedicionária Brasileira — a gloriosa FEB — formada por mais de 25 mil brasileiros enviados ao front italiano para combater ao lado das forças aliadas.
Homens simples. Jovens brasileiros vindos de cidades do interior, capitais, fazendas e comunidades humildes. Muitos jamais haviam saído de seus estados de origem. Ainda assim, atravessaram o oceano para enfrentar um dos exércitos mais poderosos e cruéis da história contemporânea.
Na neve da Itália, enfrentando frio extremo, bombardeios, fome, lama e morte, os soldados brasileiros escreveram páginas de coragem que jamais poderão ser apagadas da memória nacional.
A FEB participou de batalhas decisivas, como Monte Castello, Castelnuovo, Montese e Fornovo di Taro, demonstrando bravura reconhecida internacionalmente. O mundo descobriu que os brasileiros não apenas sabiam lutar — sabiam lutar com honra.
O lema “A cobra vai fumar”, inicialmente usado de forma irônica por quem desacreditava da participação brasileira na guerra, transformou-se em símbolo eterno de coragem, patriotismo e superação.
Muitos daqueles homens nunca retornaram ao Brasil. Tombaram em solo estrangeiro para que gerações futuras pudessem viver sob liberdade. Outros voltaram marcados física e emocionalmente pelos horrores da guerra, carregando cicatrizes invisíveis que os acompanharam até o fim da vida.
Hoje, ao celebrar o Dia da Vitória, o Brasil presta homenagem não apenas aos combatentes mortos, mas a todos os expedicionários que colocaram suas vidas a serviço da civilização, da democracia e da dignidade humana.
As cerimônias realizadas pelas Forças Armadas, como as tradicionais salvas de artilharia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, representam mais do que protocolos militares. Representam a preservação da memória nacional e o reconhecimento de que a liberdade nunca foi gratuita.
Em tempos nos quais muitos desconhecem os horrores do totalitarismo e relativizam os perigos do extremismo, lembrar o 8 de maio torna-se ainda mais necessário.
Os heróis da FEB não lutaram apenas por um território distante. Lutaram por valores universais: liberdade, soberania, dignidade humana e resistência contra a opressão.
Que o Brasil jamais esqueça seus expedicionários.
Que seus nomes permaneçam vivos na história.
E que as futuras gerações compreendam que a paz, tantas vezes tratada como algo natural, foi conquistada com sangue, coragem e sacrifício por homens que honraram a bandeira brasileira diante do mundo.