O deputado federal Rogério Correia ultrapassou, mais uma vez, todos os limites do razoável. Em um país mergulhado em crises gravíssimas na segurança pública, na saúde, na economia e no colapso moral das instituições, o parlamentar petista resolveu mobilizar a Procuradoria-Geral da República para pedir investigação contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Cleitinho por… incentivarem o consumo de produtos da marca Ypê.
A representação, anunciada nesta terça-feira (12), beira a completa insanidade política e revela o grau de radicalização ideológica de setores da extrema esquerda brasileira. Rogério Correia tenta transformar uma manifestação pública de apoio a uma marca nacional em caso de polícia, numa atitude que muitos classificam como perseguição política travestida de preocupação sanitária.
O mais impressionante é observar a tentativa desesperada de associar o episódio ao chamado “negacionismo da pandemia”, numa narrativa repetitiva, desgastada e claramente utilizada como instrumento político. Em vez de discutir os reais problemas enfrentados pelos brasileiros, parte da esquerda insiste em criar cortinas de fumaça e alimentar conflitos artificiais para manter viva uma militância baseada no ódio ideológico.
É evidente que qualquer alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve ser tratado com responsabilidade. Mas transformar manifestações públicas em alvo de investigação criminal revela um perigoso flerte com o autoritarismo político. Afinal, desde quando defender uma empresa brasileira ou questionar episódios pontuais virou crime?
A postura do deputado petista também escancara uma seletividade cada vez mais evidente. Enquanto o país assiste diariamente a escândalos envolvendo corrupção, avanço do crime organizado, rombos bilionários e degradação dos serviços públicos, há parlamentares preocupados em acionar a PGR por postagens em redes sociais.
O episódio reforça uma sensação crescente entre milhões de brasileiros: parte da esquerda brasileira perdeu completamente a conexão com a realidade. O radicalismo político atingiu um nível tão extremo que qualquer manifestação contrária à narrativa ideológica dominante passa a ser tratada como ameaça institucional.
No fundo, o que se vê é uma tentativa constante de criminalizar adversários políticos, intimidar vozes conservadoras e criar um ambiente de perseguição permanente. E isso, sim, deveria preocupar profundamente qualquer defensor da democracia verdadeira.