Mais uma vez, um integrante da cúpula do governo federal vê seu nome envolvido em uma investigação de grande repercussão. Independentemente do desfecho judicial e do pleno direito de defesa, o episódio reforça um problema que há décadas corrói a confiança da população nas instituições: a repetição de escândalos envolvendo agentes públicos.
O Brasil já assistiu ao Mensalão, ao Petrolão, aos desvios revelados em diferentes estatais, às denúncias de fraudes contra aposentados e pensionistas e a uma sucessão interminável de casos que alimentam a sensação de impunidade. Não importa qual seja o governo, mas é inegável que os governos do PT ficaram marcados por alguns dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira, fatos amplamente investigados e julgados.
Agora, o caso envolvendo o Banco Master acrescenta mais um capítulo a esse ambiente de desconfiança. Cabe ao Supremo Tribunal Federal e às autoridades competentes apurar os fatos com rigor, garantindo o devido processo legal e a ampla defesa. Se houver inocência, que ela seja reconhecida. Se houver responsabilidade, que a lei seja aplicada sem privilégios.
O que o brasileiro não suporta mais é ver suspeitas se acumulando enquanto quem paga a conta continua sendo a população, que trabalha, produz, paga impostos e espera um Estado honesto, eficiente e comprometido com o interesse público.
A corrupção não pode ser tratada como um detalhe da política. Ela destrói serviços públicos, desvia recursos que deveriam ir para a saúde, educação, segurança e infraestrutura, enfraquece a democracia e compromete o futuro de milhões de brasileiros.
O Brasil precisa romper definitivamente com a cultura da impunidade, seja qual for o partido, o governo ou o cargo ocupado. A lei deve valer para todos.